Iemanjá no Brasil

1 de fevereiro de 2021

Olá, pessoal! O que você tem feito? Hoje vamos falar sobre uma das figuras mais importantes das religiões brasileiras de Candomblé e Umbanda: o Orixá Iemanjá. Você sabia que Iemanjá é uma das figuras religiosas mais conhecidas do nosso país? Iemanjá em Salvador é uma das principais figuras religiosas. Por outro lado, Iemanjá no Rio de Janeiro é tão famosa, que o Réveillon tem um ritual só para ela. Então, vamos conhecer um pouco mais sobre ela, a história por trás de sua lenda, e também a relação dela com o Réveillon! Pronto para aprender português online? Vamos ver hoje Iemanjá no Brasil!

Quem é Iemanjá?

Com a chegada dos escravos africanos, trazidos pelos portugueses de sua colônia na África, suas religiões se espalharam por vários países da América do Sul, inclusive o Brasil. O sincretismo muitas vezes permitia que os escravos rezassem aos orixás sem receber punição de seus senhores. Uma das figuras mais conhecidas da religião afro-brasileira do Candomblé é Iemanjá. O Candomblé afirma que Olorum (uma figura que se assemelharia ao Deus do Cristianismo) criou o mundo usando sete divindades conhecidas como Orixás:

  • Ogum (no sincretismo, São Jorge),
  • Oxum (no sincretismo, Nossa Senhora da Conceição e outras variações),
  • Oxalá (no sincretismo, Jesus Cristo),
  • Iansã (no sincretismo, Santa Bárbara),
  • Oxóssi (no sincretismo, São Sebastião),
  • Xangô (no sincretismo, São Jerônimo)
  • Iemanjá (no sincretismo, Nossa Senhora Aparecida).

Iemanjá é a divindade da fertilidade, originalmente associada ao mar e à água salgada. Ela protege os pescadores e marinheiros, bem como as crianças. Uma divindade muito poderosa, seu poder atinge todos os aspectos da feminilidade, portanto, a fertilidade e a família; ela geralmente é retratada como uma sereia e está sempre vestida de azul ou branco.

No Brasil, tornou-se o Orixá mais popular, influenciando profundamente a cultura popular, a música, a literatura e a religião, sendo cultuada por meio de rituais populares. A influência de Iemanjá no Rio de Janeiro, por exemplo, é tão forte, que durante a festa de Ano Novo no Rio de Janeiro, há um ritual para ela. E não importa muito a sua religião: mesmo que não sigam o Candomblé, alguns brasileiros de diferentes religiões prestam homenagem a Iemanjá no Rio de Janeiro depois da meia-noite.

Iemanjá no Brasil: Celebração em Salvador

A maior festa de Iemanjá acontece no bairro Rio Vermelho, em Salvador, no dia 2 de fevereiro de cada ano. A Festa de Iemanjá é a maior manifestação religiosa pública do Candomblé no Brasil. A tradição da procissão de Iemanjá em Salvador, no bairro do Rio Vermelho, começou em 1923. Após um terrível período de escassez na pesca, os pescadores se reuniram para fazer uma oferenda a Iemanjá, pedindo-lhe que tivesse misericórdia e lhes desse uma calma mar e muitos peixes. Desde então, a Bahia comemora este dia todos os anos.

As festividades começam mesmo na noite do dia 1º, na Casa de Iemanjá, no Rio Vermelho. Lá, os fiéis passam a noite cantando e celebrando a divindade, ao som de tambores típicos das religiões de matriz africana. Um grande barco é criado, onde os fiéis colocam seus presentes para Iemanjá. Perto do nascer do sol, os fiéis vão à praia, onde continuam cantando e tocando tambores, para receber com muita alegria o nascer do sol de Iemanjá em Salvador. O barco com oferendas, feito na noite anterior, é levado ao mar pelos pescadores exatamente às 16h do dia 2 de fevereiro. Alguns consideram que o dia 2 de fevereiro é tão importante que é o “Ano Novo da Bahia”.

Iemanjá no Brasil: Celebração no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro a comemoração acontece duas vezes. Em 1º de janeiro, como um bom augúrio para o Ano Novo; e oficialmente em 2 de fevereiro. Uma procissão de fiéis, vestidos de branco e azul, desfila do centro da cidade até a praia de Copacabana. Alguns até entram no mar e pulam sete ondas (simbolizando os 7 Orixás) para se aproximarem da deusa.

Para homenagear Iemanjá, muitos jogam flores no mar e ainda oferecem presentes da orla. Alguns crentes costumam lançar ao mar pequenas réplicas de barcos, feitas com estatuetas de Iemanjá. Eles também incluem alimentos brancos (como arroz doce e pudins de coco). Se os botes voltarem à praia, acredita-se que foram rejeitados pela deusa, mas se continuarem sendo levados pelo mar, a oferenda foi aceita e Iemanjá os abençoará.

Nós esperamos que você tenha gostado de saber um pouco mais sobre a religião brasileira, o Candomblé.  Esperamos que você possa vir para o Brasil estudar durante essas celebrações! Nós adoraríamos te levar num tour pela cultura brasileira!
Nos vemos em nossa próxima A Dica do Dia!
Um grande abraço, Rio & Learn.

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